Eu acho... Que você ama tanto quanto eu. Mas aprendi a sentir um amor que não dói mais. Que ama teu abraço, teu cheiro, teu beijo mas que convive bem com isso.
Uma boa vida afinal daqui pra frente.
Um abraço que odiei ter tanto público para compartilhar, mas que não me fez fugir dele. Por um momento, não existia mais ninguém, éramos nós, como no bom passado. Até ser levantada para não sermos atropelados e surgir uma voz incansavelmente me gritando. E um possível alguém visualizando do retrovisor.
Algumas testemunhas, uma que tenho certeza que não vai comentar sobre, e logo após outra que eu sei que a primeira coisa ao me olhar vai ser dita. E eu gostaria de não.
Não poderíamos então esquecer um momento de fraqueza?
E amanhã.. Tudo vai voltar ao que era antes.
Em vidas distintas que não cruzam.
As vezes a crise acontece para que um cheiro seja transmitido.
Hoje aprendi a escrever, sem ter uma lágrima sendo derramada,
só tendo gratidão e querendo um pouco mais,
mas sabendo que amanhã tudo volta ao normal,
a vida segue e o passado mais uma vez: fica para trás.
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