Toda é qualquer publicação antecede sua volta à minha vida. E hoje completa um ano.
Um ano que em sem querer nos desejamos feliz natal, e como há anos eu desejava, nosso beijo no rosto não foi só um beijo no rosto. Borboletas no estômago.
Mas tudo bem, haviam várias pessoas ao nosso lado e, bem, eu achei que você não tinha percebido.
Amanhã. Amanhã faz um ano em que fomos à praia, com meu irmão e um primo. A vontade de encostar em você era tão grande.
Meu irmão nos deixou por diversos momentos sozinhos e pediu "que cuidasse de mim", inocente não? Nós queríamos cuidar, de uma maneira especial.
Você notou meu primo nos analisando é por isso se manteve longe. Foi difícil não te abraçar ali.
Não importa, porque daqui há dois dias faz um ano que meu irmão viajou.
E daqui há três dias faz um ano que saímos sozinhos. Nós acordamos bem cedo. Pra falar a verdade, eu mal consegui dormir. Trinta minutos antes do combinado eu estava sentada, pronta.
Vinte minutos de caminhada. Duas horas somando o ônibus e o metrô. Mas eu tinha certeza que valeria a pena aquele dia. Afinal, você foi meu sonho desde os oito anos. Eu nem acreditava que finalmente estávamos ali, conversando sobre tudo, a conversa não foi difícil. Aliás, nosso mês juntos, nosso verão, foi todo recheado de conversas fáceis.
Chegamos as dez horas na praia. E ficamos a manhã toda conversando. Dai conhecemos o salsicha ou era "ela"? E mais alguns amigos maconheiros que agora não lembro o nome ahah eles foram bem legais e ficariam olhando nossas coisas "pro casal" ir ao mar. Nós fomos. Mais algum tempo de conversa fácil. Voltamos e decidimos fazer algo que há tempos eu não fazia, fomos ao mercado.
Quando voltamos, nossos recém colegas ficariam mais uma vez olhando nossas coisas e até emprestando seu isopor pra colocarmos nossas coisas. Ao mar.
Ipanema.
A maré estava alta. Eu estava cansada de nadar. Veio uma onda. Você colocou as mãos na minha cintura e me levantou. Eu gelei. E te olhei.
A partir dai tudo que pudéssemos fazer para encostarmos no outro faríamos. Voce chegou mais perto. Eu não recuei. Nós nos abraçamos diversas vezes, e rimos tantas outras. Eu disse "faria, ou vai fazer quatro anos que isso não acontece" Uau. Você me olhou e disse "faria". Eu deixei claro que isso seria algo excepcional e especial. E lá fomos nós. Nossos lábios se encostaram. Tudo devagar. Sem pressa. Doce. Calmo.
Voltamos depois de um tempo e passamos a tarde conversando. Sobre sua mãe, seus problemas e sobre Cristo.
Você me protegeu o caminho todo, eu estava leve e boboca. Mãos dadas até nossa rua. Você não se importou que alguém pudesse ver. Nosso beijo de despedida. Pelo menos despedida do dia.
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